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Amor à Sabedoria e a Deus
por Benedito José Paccanaro


O amor ao divino e espiritual, no Zodíaco, sucede às grandes transformações e renascimentos originados na Casa Oito. Nossa Fé é posta à prova e aí "nascemos de novo".

Náufragos das águas pantanosas e purgados ressuscitamos iluminados pelo Fogo que jorra dos céus na Casa 9. Elevamos da nossa descida aos infernos e somos envolvidos pelo amor ao divino-espiritual. Julgados, testados, "mortos", uma mão acolhedora nos coloca de pé nos defrontarmos com o signo de Sagitário e sua relação com a Casa Nove nos deparamos com o amor a Deus, às coisas divinas, à filosofia (que é o amor à sabedoria) e as longas viagens. É nesta Casa que sentimos mais próximos da Casa de Deus, onde habita o deus dos raios e trovões.

Esse amor à sabedoria inspirou grandes figuras como Pitágoras, que no mundo antigo deslocou-se para o Egito à procura incessante do conhecimento. Foi o primeiro homem a se intitular como filósofo, de acordo com os historiadores. O grande filósofo em sua sabedoria descobriu que o Homem é um Universo em escala reduzida.

O príncipe Siddharta Gautama ao sair de seu palácio no Nepal, utiliza sua portentosa carruagem. Ao tomar conta de toda essa futilidade ordena que o cocheiro retorne. Inicia sua peregrinação montado num cavalo (símbolo sagitariano); assim, também, Jesus foge para o Egito no dorso de um jumento como também surge triunfante em Jerusalém pouco antes de sua paixão e morte. A peregrinação sagitariana - por amor ao princípio supremo do Amor - é feita por Etéria, uma peregrina que vai à Terra Prometida refazer com seus passos os passos de Jesus.

Guiados por uma filosofia, ou por uma estrela, caminhantes ousam encontrar a "estrela" do amor encarnado. Esse amor não tem limites, só se sabe que a flecha sagitariana quer se comungar com a mais sublime, sutil e invisível manifestação amorosa do Supremo.

Por amor à sua missão evangelizadora, um dos maiores peregrinos do século avança para o Novo Milênio, em idade e perdas de forças físicas. João Paulo II e todos os grandes fundadores de religião, os profetas, os sábios se aventuraram à romaria, à peregrinação, um ato supremo de amor à divindade.

Esse mesmo amor-divino inspirou são Francisco de Assis que denominava aos elementos de Irmão Terra, Irmã Lua, Irmã Vento e Irmão Ar. A sabedoria, a verdade, está em todas as partes desde a Natureza representada pelos elementos como na Natureza inalcançável de Deus.

"Ninguém jamais viu a Deus" - mesmo assim isso não limita e não esmorece a nossa aventura movida pelo amor, porque sabemos que "Deus é Amor".

Os grandes iluminados e religiosos se lançam pelos desertos, montanhas, na busca perene do Amor infinito, cujo símbolo maior jamais conseguiremos atingir. Lançamos confiante nossa flecha sagitariana, não obstante podermos, apenas, espiritualmente vivenciarmos as grandes verdades.

João Paulo II, o papa que veio de longe, de terras distantes movido pelo amor, que astrologicamente chamamos de amor-sabedoria. E vemos que a ânsia amorosa desbravou todos os empecilhos, sobreviveu às guerras, aos regimes ateus, às provações, às doenças e atentado à sua vida. Se invertermos a palavra amor teremos Roma, onde a sua peregrinação culminou.

Sagitário fala da busca, inclusive de Deus, espelha o protótipo amoroso dos homens iluminados que inquietos se lançam por caminhos profanos que inspiram aos caminhos celestes. Essa eterna busca, que busca o Eterno, através do Fogo do Espírito tem movido o Homem desde as suas origens. No princípio, buscava-se a Deus numa inquieta procura pelos céus através dos astros os quais representam as divindades e como tais eram considerados. Júpiter era o deus Pai, sempre benevolente e esse mesmo deus pagão inspira nos astrologicamente a entender nosso espírito religioso, nossa filosofia, nossa ânsia incontida de desbravar céus e mares  para nos contactar com a suprema essência.

Seja qual for a religião, e a divindade chamada de Jesus, Alá ou Jeová a chama do amor ao divino é um fogo espiritual inquieto que não mede distâncias, seja na superfície terrestre ou no espaço infinito para alcançarmos a plenitude com a Essência.

Esse amor seria o mais puro e verdadeiro, fruto de uma conscientização originada a maioria das vezes no sofrimento a que a vida nos inflige. É um amor transcendental, que nem se compara a uma simples "paixão".

Assim a Astrologia dedica com carinho um lugar, uma morada onde se cultiva a fina flor do amor à filosofia, ao conhecimento às verdades supremas.

Ao nos defrontarmos na roda Zodiacal com Sagitário e sua relação com a Casa Nove nos deparamos com o amor a Deus, às coisas divinas, à filosofia - que é o amor à Sabedoria - e as longas viagens..

Na Casa Nove onde temos a nossa filosofia podemos descobrir nosso amor a ela e ao mais Alto dos Seres, cujo nome não importa.

E dentro deste contexto nos defrontamos com as coisas de Deus, e que nem sempre enfatizamos no mapa o amor ao divino, que quem sabe está ali na Casa Nove e também nas benções de Zeus - o rei dos deuses.

Cuidar para que nosso amor não procure nas altas montanhas capricornianas, as realidades ilusórias materiais, a ambição, a sede do dinheiro e do poder, como muitos que desviem a flecha para outras rotas em nome de Deus.

Corremos o risco de nessa rota cairmos em tentação quando nos é oferecido o "mundo", as delícias, as riquezas, e esse amor cai por terra e por ela rasteja movido pela ambição.

Texto elaborado por:
Benedito José Paccanaro
bjpaccanaro@uol.com.br

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