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Quem Está com a Razão?
por Bernardo Seabra


No século XX o ser humano chegou ao ápice da intolerância étnica, cultural e religiosa. Os interesses econômicos, muitas vezes, transcenderam o respeito aos direitos humanos. A evolução da moral ocorreu de uma forma tênue e pouco relevante se compararmos com a evolução tecnológica. Um século em que a ganância e a busca pelo bem estar imediato acabaram culminando em diversas mortes e genocídios, tais como: a perseguição aos judeus, a grupos marginalizados e a tantas guerras travadas pelas nações ou somente pela divergência entre algumas pessoas.

Uma rápida análise do século passado nos faz perceber o quanto o homem foi insipiente e imaturo, permitindo que seu ego falasse mais alto. A Guerra Fria foi, antes de mais nada, não um conflito de nações em busca de um aprimoramento espiritual e moral, mas sim uma luta de egos em que duas formas "distintas"de se viver eram expostas sendo uma antagônica à outra. É claro perceber que houve apenas a participação dos governantes e muito raramente a manifestação popular. Ou por acaso perguntou-se ao povo americano se ele queria viver no capitalismo e ao povo soviético no socialismo? Quem nascia nesses países era educado de uma forma para que tornassem convictos de que sua maneira de viver era superior às demais. Por isso temos a falsa idéia de que o povo americano é belicoso e prepotente. Obviamente ele não nasceu assim mas foi educado de uma forma que, inevitavelmente, fê-lo que carregasse a imagem que hoje tem. Os soviéticos também recebiam uma educação aos moldes dos interesses dos seus governantes.

Passado o último século e iniciado o atual, temos agora novamente a manifestação da intolerância e da ganância embutidas na iminente guerra entre os Estados Unidos e o Iraque. Os personagens mudaram, pois a guerra fria já acabou. Porém, o ponto crucial do problema continua sendo o mesmo: intolerância e ganância. Intolerância porque o atual presidente americano George W Bush não consegue entender e muito menos respeitar as peculiaridades e as diferenças entre o país que governa e o país que quer atacar. Por outro lado, Saddam Hussein, tem ojeriza aos americanos e a sua cultura. Obviamente ele também não respeita outras culturas. A intransigência de ambos acabará gerando uma nova guerra. Infelizmente os responsáveis pelo futuro conflito sofrerão poucas conseqüências já que os seus prestígios sociais e econômicos permitirão que eles apenas sejam observadores distantes. Civis e soldados que, muitas vezes, sequer concordam com a guerra serão as principais vítimas da intransigência e insanidade de George W Bush e Saddam Hussein.

O povo americano não pode e nem deve ser enganado assim como Hitler fez na Alemanha. Os argumentos apresentados por George W Bush para atacar o Iraque são incoerentes e não provados. Falta evidência que comprove as acusações do presidente norte-americano. Recentemente vinculou-se na mídia o fato de o governo americano estar subornando alguns cientistas iraquianos para que eles forjem documentos, dizendo que de fato há armas biológicas e de destruição em massa no Iraque. Os boatos de subornação não foram confirmados. O que fica evidente é um interesse do presidente norte-americano que vai além da preocupação quanto ao possível uso de armas biológicas por parte de Saddam Hussein. A preocupação com o petróleo, visto que o Iraque é o segundo maior produtor mundial é o ponto crucial desse conflito. Isso fica claro, pois se os americanos apenas quisessem depor o presidente Saddam Hussein, eles apenas iriam destituí-lo do cargo sem a necessidade de uma guerra. No entanto, destituir o presidente Saddam Hussein não arruinaria o Iraque economicamente, mas apenas politicamente. Por isso a opção de uma guerra é muito mais vantajosa para o governo americano.

Todavia, George W Bush não é o único responsável pelo conflito. Saddam Hussein é um déspota esclarecido que governa o Iraque há mais de 30 anos.Ele conduz o seu governo de tal forma que é fácil nos depararmos com a sua imagem sendo cultuada e adorada pelas ruas de Bagdá. Esse culto se dá devido à ignorância de grande parte do povo iraquiano que fica a mercê do Estado e dá educação que dele recebe. Há mais de 10 anos esse povo sofre com os embargos econômicos. Em uma era globalizada o Iraque parece caminhar para um rumo oposto. Obviamente Saddam Hussein não sofre com os embargos impostos pela ONU. As conseqüências são vistas na população que fica suscetível e vulnerável a diversas doenças. Mais uma vez o fanatismo facilmente dizimado devido à ignorância da população faz com que o povo iraquiano se torne vítima de seu governante. Como já mencionado isso também ocorre com o povo americano e com quase todos os países do mundo. Essa vulnerabilidade, contudo não é tão evidente se comparada com a da população do Iraque. No Iraque, assim como nos Estados Unidos também há eleições para presidente. E se a eleição no Iraque é totalmente fraudada o que dirá da confusão de contagem de votos na Flórida nas últimas eleições norte-americanas? Isso só reforça o fato de que os americanos também são enganados.

Para que esses conflitos sejam exterminados, é preciso uma maior conscientização e manifestação da população a fim de que ela não deixe a insensatez de alguns governantes se sobrepor a vontade da maioria. Não podemos deixar que apenas dois homens botem a vida de milhares de pessoas em risco. Os seus interesses são meramente econômicos. Qualquer cultura respeita a outra. Se não há o respeito é preciso que lutemos por ele. Não podemos ter a falsa idéia de que o nosso modo de viver é superior ao outro. Isso tem que ser passado aos povos para que iraquianos e norte-americanos não se odeiem mais. Israelenses e palestinos encontrem a paz. E principalmente para que a nossa vulnerabilidade acabe. Só assim poderemos entender o verdadeiro conflito e os interesses acerca da maioria das guerras. Depois disso tudo quem está com a razão: George W Bush ou Saddam Hussein?

Texto elaborado por:
Bernardo Seabra
bernardinho17@hotmail.com

Publicado neste site em 03/04/2003

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